Hoje assistimos a uma transformação radical – que está se dando de forma acelerada, com uma velocidade jamais imaginada –, e nossas vidas estão mudando de maneira cada vez mais rápida: o digital influencia a formação do imaginário coletivo, modifica os valores, os símbolos, os ícones e os mitos da contemporaneidade. Mas nem a classe política nem a opinião pública parecem ter os instrumentos culturais necessários para compreender e regular essas mudanças. O verdadeiro problema é que essas tecnologias criam um mundo que vemos apenas parcialmente, ou melhor, diminuem a janela pela qual nos debruçamos para olhar a realidade – e, assim, já não conseguimos mais perceber sua complexidade e sua conflitualidade, mas apenas enxergar aquilo que nos agrada porque se assemelha a nós. Isso gera uma distorção, quer dizer, a modificação dos próprios pressupostos do pluralismo e da discussão pública, bem como da liberdade individual. Tudo isso está dissolvendo o mundo comum que sustenta a convivência democrática e é potencialmente capaz de lesar a liberdade individual e comprometer a democracia. E o é porque “a arquitetura do controle apresenta um lado negativo muito importante, que levanta questões fundamentais sobre a natureza da liberdade, da democracia e do autogoverno. Quais são as précondições sociais do bom funcionamento de um sistema de deliberação democrática ou da própria liberdade individual?
Soberania perdida. A sociedade digital como ameaça à democracia,
Filoni M
2026-01-01
Abstract
Hoje assistimos a uma transformação radical – que está se dando de forma acelerada, com uma velocidade jamais imaginada –, e nossas vidas estão mudando de maneira cada vez mais rápida: o digital influencia a formação do imaginário coletivo, modifica os valores, os símbolos, os ícones e os mitos da contemporaneidade. Mas nem a classe política nem a opinião pública parecem ter os instrumentos culturais necessários para compreender e regular essas mudanças. O verdadeiro problema é que essas tecnologias criam um mundo que vemos apenas parcialmente, ou melhor, diminuem a janela pela qual nos debruçamos para olhar a realidade – e, assim, já não conseguimos mais perceber sua complexidade e sua conflitualidade, mas apenas enxergar aquilo que nos agrada porque se assemelha a nós. Isso gera uma distorção, quer dizer, a modificação dos próprios pressupostos do pluralismo e da discussão pública, bem como da liberdade individual. Tudo isso está dissolvendo o mundo comum que sustenta a convivência democrática e é potencialmente capaz de lesar a liberdade individual e comprometer a democracia. E o é porque “a arquitetura do controle apresenta um lado negativo muito importante, que levanta questões fundamentais sobre a natureza da liberdade, da democracia e do autogoverno. Quais são as précondições sociais do bom funcionamento de um sistema de deliberação democrática ou da própria liberdade individual?I documenti in IRIS sono protetti da copyright e tutti i diritti sono riservati, salvo diversa indicazione.


